Na mitologia do jogo Kult, a humanidade é mantida em cativeiro por carcereiros imortais em posições de poder.
Nos jogos do Mundo das Trevas da White Wolf, uma das três forças primordiais que sustentam o universo sombrio é a Weaver, a essência dos padrões, tecidos na teia da realidade. O Arconte equivalente na cabala da Metrópolis de Kult seria Tiphareth, a Beleza.
Hoje me descobri enredado num padrão traumático, revivido e reencenado durante as quatro décadas desta minha atual existência. A cada novo ciclo solar, na mesma época do ano, aproximadamente um mês após minha data de nascimento, um padrão complexo de paixão, abuso e insanidade se repete com intensidade crescente, apenas contida por drogas psiquiátricas e conselhos terapêuticos.
Acredito ter sido aprisionado neste padrão ainda na infância, aparentemente vítima da violência doméstica de uma babá, figura que, como os pais para um bebê, inspira respeito autoritário e dependência de cuidados. Esse papel depois se transfigurou em professores, sacerdotes, policiais, chefes, políticos, sempre num misto de abuso de poder e de não fazerem nada a respeito. Talvez por causa do próprio Brasil, quem sabe este seja um padrão nacional do qual poucos se deem conta.
A jornada do herói iconoclasta, capaz de romper um padrão nocivo, começa após negar várias vezes o chamado da aventura de viver, situação em que buscará o dom para enfrentar e superar o padrão, antes que possa voltar para um mundo que não será mais o mesmo.
Por analogia, o Padrão supremo, talvez o próprio Monomito, seria o deus Vishnu, reencarnando como uma série de avatares para restaurar a ordem a um mundo corrompido. Um padrão superior capaz de nos libertar dos padrões que nos encarceram, sem deixar de ser também outro padrão, ainda que de sucesso e felicidade. Talvez fosse isso que a mãe-de-santo quis dizer quando definiu meu orixá de cabeça dizendo "Xangô, meu pai, seu filho quer justiça!".
Quem sabe os guias e terapeutas espirituais do futuro não sejam conselheiros no caminho de cada protagonista perdido em seus labirintos, a fim de libertá-los para a vida plena.
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sexta-feira, 12 de abril de 2019
terça-feira, 31 de julho de 2018
O Eterno Exercício da Crença
Ás vezes acordo mal, com vontade de cumprimentar as pessoas com um "Bom dia, humanos!", como se eu não fosse ou não me considerasse um deles, algo diferente como um animal selvagem, um monstro ou algo estranho, talvez um alienígena, um forasteiro, alheio às suas rotinas humanas. Apesar de eu me sentir pior que eles, isso soa arrogante de minha parte, talvez porque ser humano não seja assim tão bom quanto se gabam os "filhos do Dono", herdeiros bíblicos deste mundão que Deus Pai lhes garantiu no Gênesis.
Hoje acordei melhor, pensando em cumprimentar as pessoas com um "Olá, outros humanos!", como se eu tivesse abandonado o tal modo da ignorância aversiva ao que sou, e tivesse me igualado à maioria da humanidade no modo das paixões por quem são e pelas coisas que existem neste mundo. Só espero não me apegar demais às sensações agradáveis a ponto de me tornar possessivo, invejoso ou ciumento como algumas pessoas viciadas nesta realidade transitória.
Nesta quarta-feira de cinzas do ano de 2018, tive a experiência do modo da bondade, da boa vontade em relação à existência. Pessoas que costumavam me irritar por seus maus hábitos passaram a me inspirar piedade pelo seu sofrimento autoimposto. A consequência disso foi uma plena paz de espírito, livre de preocupações cansativas, o que garantia tanta disposição e entusiasmo que passei a dormir apenas 4 horas, acordando disposto para os afazeres diários. Sentia o contentamento por estar vivo e ter garantido pelo menos o suficiente para viver bem, apesar de todas as dificuldades. Uma análise clínica talvez me desse o inusitado diagnóstico psicológico de fase maníaca de um transtorno bipolar cuja fase depressiva durou décadas.
Não temos muito o que fazer com nossas emoções, mas descobri que podemos mudar nosso estado de espírito, o que afeta indiretamente nosso ânimo, bastando decidir mudar nosso tipo de crença, por exemplo, de um conjunto de crenças com viés negativo (relativas ao que falta, ao que se perdeu e ao que não existe ainda) para crenças mais positivas (relativas ao que somos capazes, ao que é possível e a assumir desafios). A partir daí, mágoas podem dar lugar a saudades, pileques podem dar lugar ao entusiasmo, desconfianças podem dar lugar à prudência, indignação pode dar lugar à coragem, e preocupações podem dar lugar ao carinho. É como se escolhêssemos amar outra coisa além de nós mesmos, nos apaixonando por um sentido maior do que nossas vidas. Sim, é uma escolha, uma decisão pessoal que pode alterar toda a natureza da realidade para nós, ainda que o mundo material pareça continuar o mesmo de sempre. E apesar de soar como algo simples, precisa ser exercido a cada momento, e está sujeito à nossa opinião sobre as coisas que acontecem conosco, podendo voltar ao que já foi muito facilmente.
Não posso dizer que um modo de crer seja pior ou melhor que os outros, já que ser bem-sucedido quando se espera o pior é como vencer no modo mais difícil, contra todas as dificuldades, porém, se não conhecemos os modos de crer mais otimistas, podemos facilmente sucumbir, desistindo de continuar vivos. Portanto, se precisar ajudar alguém deprimido apesar de tudo de bom que acontece na vida dessa pessoa, elogie o fato dela ter sobrevivido apesar de "jogar (viver a vida) no modo hard". Então você poderá mostrar que há outras formas de encarar a mesma realidade.
Mas quem sou eu para dizer que depressão tem "cura" e não "remédio"?
Hoje acordei melhor, pensando em cumprimentar as pessoas com um "Olá, outros humanos!", como se eu tivesse abandonado o tal modo da ignorância aversiva ao que sou, e tivesse me igualado à maioria da humanidade no modo das paixões por quem são e pelas coisas que existem neste mundo. Só espero não me apegar demais às sensações agradáveis a ponto de me tornar possessivo, invejoso ou ciumento como algumas pessoas viciadas nesta realidade transitória.
Nesta quarta-feira de cinzas do ano de 2018, tive a experiência do modo da bondade, da boa vontade em relação à existência. Pessoas que costumavam me irritar por seus maus hábitos passaram a me inspirar piedade pelo seu sofrimento autoimposto. A consequência disso foi uma plena paz de espírito, livre de preocupações cansativas, o que garantia tanta disposição e entusiasmo que passei a dormir apenas 4 horas, acordando disposto para os afazeres diários. Sentia o contentamento por estar vivo e ter garantido pelo menos o suficiente para viver bem, apesar de todas as dificuldades. Uma análise clínica talvez me desse o inusitado diagnóstico psicológico de fase maníaca de um transtorno bipolar cuja fase depressiva durou décadas.
Não temos muito o que fazer com nossas emoções, mas descobri que podemos mudar nosso estado de espírito, o que afeta indiretamente nosso ânimo, bastando decidir mudar nosso tipo de crença, por exemplo, de um conjunto de crenças com viés negativo (relativas ao que falta, ao que se perdeu e ao que não existe ainda) para crenças mais positivas (relativas ao que somos capazes, ao que é possível e a assumir desafios). A partir daí, mágoas podem dar lugar a saudades, pileques podem dar lugar ao entusiasmo, desconfianças podem dar lugar à prudência, indignação pode dar lugar à coragem, e preocupações podem dar lugar ao carinho. É como se escolhêssemos amar outra coisa além de nós mesmos, nos apaixonando por um sentido maior do que nossas vidas. Sim, é uma escolha, uma decisão pessoal que pode alterar toda a natureza da realidade para nós, ainda que o mundo material pareça continuar o mesmo de sempre. E apesar de soar como algo simples, precisa ser exercido a cada momento, e está sujeito à nossa opinião sobre as coisas que acontecem conosco, podendo voltar ao que já foi muito facilmente.
Não posso dizer que um modo de crer seja pior ou melhor que os outros, já que ser bem-sucedido quando se espera o pior é como vencer no modo mais difícil, contra todas as dificuldades, porém, se não conhecemos os modos de crer mais otimistas, podemos facilmente sucumbir, desistindo de continuar vivos. Portanto, se precisar ajudar alguém deprimido apesar de tudo de bom que acontece na vida dessa pessoa, elogie o fato dela ter sobrevivido apesar de "jogar (viver a vida) no modo hard". Então você poderá mostrar que há outras formas de encarar a mesma realidade.
Mas quem sou eu para dizer que depressão tem "cura" e não "remédio"?
quinta-feira, 26 de julho de 2018
A Ilusão do Autoproprietário
O Liberalismo Econômico clássico se baseia na premissa ética do Direito Natural, de que somos autoproprietários de nossas vidas e que, portanto, temos todo direito à autodefesa razoável de nossas propriedades contra quaisquer agressões (Princípio da Não Agressão e Direito de Autodefesa).
Porém os títulos de "proprietário" ou "dono" de algo nunca serão absolutos, tendo mais a natureza de cargos transitórios ou títulos de nobreza, visto que não temos pleno domínio nem de nossos próprios corpos, sujeitos que estamos às suas involuntariedades fisiológicas internas e à coerção externa por parte dos corpos de outras pessoas e por parte das contingências ambientais.
Tanto é assim que nascemos incapazes e dependentes de cuidadores e precisamos de tutores até adquirirmos autonomia e domínio suficiente para sermos considerados capazes para a vida civil, capacidade esta que pode ser abalada e suspensa facilmente por qualquer reação emocional mais intensa a algum estressor ou pela ingestão de qualquer substância entorpecente, como algumas doses de álcool por exemplo, suficientes para interditar uma pessoa, ainda que transitoriamente.
Melhor seria, então, nos considerarmos (auto-)"arrendatários" ou (auto-)"zeladores", responsáveis por nós mesmos e pelos bens jurídicos que conquistamos ou herdamos e mantemos, com plenos direitos sobre aquilo que zelamos e sujeitos à suspensão, ainda que transitória, desses direitos de autodefesa sobre aquilo que negligenciamos, assim como a Lei natural e eterna do universo retira a saúde dos organismos que não se cuidam, tornando-os obesos ou doentes, e conforme a Lei divina de que nossa existência neste mundo é transitória e de que a vida é uma dádiva cujos frutos devem ser merecidos ou recebidos e cuidados com gratidão.
Sob esta perspectiva, o próprio Direito liberal-econômico de Autodefesa passa a ser um Dever irrenunciável de cada Autozelador, inclusive no sentido de lutar contra pequenas agressões diárias, por parte dos Poderes do Estado e dos Conglomerados Corporativos, com as quais tenha se acostumado e se acomodado de forma conformista.
As comunidades de Autozeladores devem ser capazes de colonizar qualquer mundo como se fossem nativos desta Realidade material, embora imbuídos de espírito sânito e com as almas livres de deficiências afetivas, convivendo em harmonia celestial por meio de dádivas, acordos, negociações e disputas justas.
Porém os títulos de "proprietário" ou "dono" de algo nunca serão absolutos, tendo mais a natureza de cargos transitórios ou títulos de nobreza, visto que não temos pleno domínio nem de nossos próprios corpos, sujeitos que estamos às suas involuntariedades fisiológicas internas e à coerção externa por parte dos corpos de outras pessoas e por parte das contingências ambientais.
Tanto é assim que nascemos incapazes e dependentes de cuidadores e precisamos de tutores até adquirirmos autonomia e domínio suficiente para sermos considerados capazes para a vida civil, capacidade esta que pode ser abalada e suspensa facilmente por qualquer reação emocional mais intensa a algum estressor ou pela ingestão de qualquer substância entorpecente, como algumas doses de álcool por exemplo, suficientes para interditar uma pessoa, ainda que transitoriamente.
Melhor seria, então, nos considerarmos (auto-)"arrendatários" ou (auto-)"zeladores", responsáveis por nós mesmos e pelos bens jurídicos que conquistamos ou herdamos e mantemos, com plenos direitos sobre aquilo que zelamos e sujeitos à suspensão, ainda que transitória, desses direitos de autodefesa sobre aquilo que negligenciamos, assim como a Lei natural e eterna do universo retira a saúde dos organismos que não se cuidam, tornando-os obesos ou doentes, e conforme a Lei divina de que nossa existência neste mundo é transitória e de que a vida é uma dádiva cujos frutos devem ser merecidos ou recebidos e cuidados com gratidão.
Sob esta perspectiva, o próprio Direito liberal-econômico de Autodefesa passa a ser um Dever irrenunciável de cada Autozelador, inclusive no sentido de lutar contra pequenas agressões diárias, por parte dos Poderes do Estado e dos Conglomerados Corporativos, com as quais tenha se acostumado e se acomodado de forma conformista.
As comunidades de Autozeladores devem ser capazes de colonizar qualquer mundo como se fossem nativos desta Realidade material, embora imbuídos de espírito sânito e com as almas livres de deficiências afetivas, convivendo em harmonia celestial por meio de dádivas, acordos, negociações e disputas justas.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Algumas coisas que descobri sobre a metafísica desta Realidade
Quando concebi a ideia de que psicônomos a gerenciarem as mentalidades das pessoas, aplicando conhecimentos científicos das diversas linhas de psicologia conjugados a mitos que fizessem sentido às vidas das pessoas e a filosofias de vida que lhes dessem um propósito existencial, como uma nova versão dos sacerdotes religiosos - como os "coaches", por exemplo - , acabei me esquecendo que o mundo físico e suas leis materiais não são suficientes para explicarem conclusivamente nem o fenômeno da vida, nem o da consciência.
Por mais que nossos corpos orgânicos sejam o suporte para a manifestação de nossas mentes e influenciem nossos pensamentos, o simples fato de existirem pessoas que são capazes de sobrepujar seus instintos por decisões conscientes ou por estados alterados de consciência, indicam uma independência entre a consciência e a matéria que a abriga.
Seria o caso de tornar os psicônomos também "mediadores metafísicos" assim como os pregadores, reverendos, sacerdotes, médiuns, xamãs, benzedeiras, pajés, etc. Mediadores entre a vida material (tanto a pessoal quanto a pública) e a vida espiritual (da presença de espírito, da consciência própria, da mente tanto intelectual quanto emocional).
É possível perceber que as filosofias de vida mais exclusivamente materialistas e antimetafísicas (por exemplo, as niilistas, as existencialistas, as ateístas e as ideologias antiteístas como o comunismo) acabam sempre considerando a realidade material absurda e incapaz de conferir sentido existencial a si mesma. E todas elas levantam a hipótese do suicídio como solução a essa conclusão, ou de viver uma vida sem sentido, pois consideram TODA a espiritualidade humana como uma espécie de fuga para evitar enfrentar um mundo real que consideram absurdo e sem sentido. Pela lógica, "santidade" ou "fé" para eles deve ser coisa de otário ou de covarde.
Ao mesmo tempo, nas livrarias do mundo ocidental, publica-se cada vez mais livros sobre a "atenção plena" e seus benefícios para a saúde mental e até física, cheia de comprovações neurológicas (a tal "neurociência"), com todo cuidado para evitar chamá-la de meditação e para diferenciá-la do que sempre foi uma prática religiosa, ainda que recorram a comparações com o budismo por ser uma religião sem devoção a deuses, esquecendo de dizer que o budismo veio do hinduísmo, que também medita, mas cujo monoteísmo cultua milhares de divindades.
O que tenho descoberto é que as civilizações humanas sempre levantaram hipóteses sobre a consciência e buscaram comprová-las da melhor forma possível, chegando inclusive a desenvolver "tecnologias da consciência" que, sob o atual paradigma cientificista (exclusivamente materialista e antimetafísico) que só considera os estímulos sensoriais mensuráveis e suas conclusões lógicas como fontes de conhecimento e que considera TODO testemunho pessoal como indigno de confiança, sempre serão consideradas pseudocientíficas, não merecendo nem mesmo pesquisas que tentem refutá-las, ainda que cada vez mais pessoas as comprovem por experiência própria e passem então a duvidar de suas sanidades devido ao discurso hegemônico da "ciência médica psiquiátrica".
Há uma guerra pelas almas ("psiquês") vivas sendo travada por psicônomos de diferentes facções (ideológicas, religiosas, científicas "neutras"). Há armas psicológicas (midiáticas, culturais, comportamentais), químicas (remédios psiquiátricos, dietas psicoativas, intoxicação voluntária), físicas (arquitetônicas, vestuário, máquinas). A humanidade se torna artificial (antinatureza), perversa e se desintegra, cada vez mais inconsciente de seu potencial divino e incapacitada de concretizar um paraíso terrestre. O FUTURO NOS É PROIBIDO (a não ser que vençamos nossas reações destrutivas e o inferno em que vivemos em cativeiro).
Por mais que nossos corpos orgânicos sejam o suporte para a manifestação de nossas mentes e influenciem nossos pensamentos, o simples fato de existirem pessoas que são capazes de sobrepujar seus instintos por decisões conscientes ou por estados alterados de consciência, indicam uma independência entre a consciência e a matéria que a abriga.
Seria o caso de tornar os psicônomos também "mediadores metafísicos" assim como os pregadores, reverendos, sacerdotes, médiuns, xamãs, benzedeiras, pajés, etc. Mediadores entre a vida material (tanto a pessoal quanto a pública) e a vida espiritual (da presença de espírito, da consciência própria, da mente tanto intelectual quanto emocional).
É possível perceber que as filosofias de vida mais exclusivamente materialistas e antimetafísicas (por exemplo, as niilistas, as existencialistas, as ateístas e as ideologias antiteístas como o comunismo) acabam sempre considerando a realidade material absurda e incapaz de conferir sentido existencial a si mesma. E todas elas levantam a hipótese do suicídio como solução a essa conclusão, ou de viver uma vida sem sentido, pois consideram TODA a espiritualidade humana como uma espécie de fuga para evitar enfrentar um mundo real que consideram absurdo e sem sentido. Pela lógica, "santidade" ou "fé" para eles deve ser coisa de otário ou de covarde.
Ao mesmo tempo, nas livrarias do mundo ocidental, publica-se cada vez mais livros sobre a "atenção plena" e seus benefícios para a saúde mental e até física, cheia de comprovações neurológicas (a tal "neurociência"), com todo cuidado para evitar chamá-la de meditação e para diferenciá-la do que sempre foi uma prática religiosa, ainda que recorram a comparações com o budismo por ser uma religião sem devoção a deuses, esquecendo de dizer que o budismo veio do hinduísmo, que também medita, mas cujo monoteísmo cultua milhares de divindades.
O que tenho descoberto é que as civilizações humanas sempre levantaram hipóteses sobre a consciência e buscaram comprová-las da melhor forma possível, chegando inclusive a desenvolver "tecnologias da consciência" que, sob o atual paradigma cientificista (exclusivamente materialista e antimetafísico) que só considera os estímulos sensoriais mensuráveis e suas conclusões lógicas como fontes de conhecimento e que considera TODO testemunho pessoal como indigno de confiança, sempre serão consideradas pseudocientíficas, não merecendo nem mesmo pesquisas que tentem refutá-las, ainda que cada vez mais pessoas as comprovem por experiência própria e passem então a duvidar de suas sanidades devido ao discurso hegemônico da "ciência médica psiquiátrica".
Há uma guerra pelas almas ("psiquês") vivas sendo travada por psicônomos de diferentes facções (ideológicas, religiosas, científicas "neutras"). Há armas psicológicas (midiáticas, culturais, comportamentais), químicas (remédios psiquiátricos, dietas psicoativas, intoxicação voluntária), físicas (arquitetônicas, vestuário, máquinas). A humanidade se torna artificial (antinatureza), perversa e se desintegra, cada vez mais inconsciente de seu potencial divino e incapacitada de concretizar um paraíso terrestre. O FUTURO NOS É PROIBIDO (a não ser que vençamos nossas reações destrutivas e o inferno em que vivemos em cativeiro).
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