Certa vez um tolo disse que a alma existia fisicamente e que nossa Ciência estava prestes a compreender sua natureza, mas que o seu ceticismo em relação a todas as fontes de conhecimento que não fossem sensoriais estava atrasando este próximo progresso da Humanidade. Este tolo acredita numa tecnologia metafísica, capaz de milagres.
O tolo disse também que a alma era diferente do espírito, e que ela o enredava durante toda a vida do corpo físico, libertando este espírito apenas quando o corpo morria, perdendo seu ânimo psicológico.
Disse que o espírito não tem dimensões físicas determinadas e que, portanto, sua luz ocupava todo o espaço disponível no organismo dentro da rede da alma enganchada às vértebras da coluna, mas que ainda era capaz de escapar das dimensões deste universo material durante os sonhos e em outros estados alterados de consciência.
Para o tolo, a natureza do espírito era metafísica e se assemelhava à beleza das lógicas matemática e semântica que definiram todo este universo material sem depender dele em suas abstrações da realidade, algo bem próximo de nossa concepção de uma divindade que vive além de sua própria criação.
Sendo assim, para o tolo, cada espírito é como uma entidade matemática, que pode se repetir sem deixar de ser outra entidade distinta da original, e cuja existência é eterna por definição. A diferença é que, para o tolo, a cognição de cada espírito testemunha sua existência por meio dos órgãos sensoriais que possua no momento, e é capaz de conduzir as correntes do ânimo por meio de sua própria vontade.
O tolo disse que falta à Ciência perceber que as sutis criptopartículas invisíveis mas pesadas que tanto se esforça para encontrar são a matéria-prima da alma, e dão ânimo aos seres vivos, fluindo por seus corpos conforme seus estados emocionais, assim como forma correntes atmosféricas entre as nuvens e correntes cósmicas entre corpos celestes, envolvendo e dando forma a nosso sistema estelar e nossa galáxia dentro de uma enorme esfera de ânimo cujo peso pode ser sentido mas não visto.
O tolo sente o fluxo de seu ânimo emocional correr pelos tendões que encapsulam seus músculos, formando poças estagnadas apenas quando se preocupa, seja pelo desespero da desconfiança, seja por vergonha, culpa ou qualquer outro desamparo afetivo, e sabe que o verdadeiro sentido da palavra "importante" está relacionado à principal preocupação que cada pessoa carrega em silêncio retumbante a cada momento.
O tolo afirma ter certeza de que os espíritos podem ser enredados pelas almas dentro de qualquer forma de vida, não apenas nas pessoas, e que isso depende do modo de consciência em que o espírito se encontra antes de ser enredado para renascer fisicamente.
Para o tolo, pessoas que falecem perdidas em estado de loucura devem renascer como animais irracionais para recobrarem a paixão pela vida, assim como pessoas falecidas em estado de graça conseguem renascer em outras dimensões existenciais mais agradáveis, em formas de vida tidas como entidades poderosas para os humanos e outras formas de vida inteligentes, e que podem novamente renascer como humanos ou seres equivalentes caso morram em estado de arrogância. Para o tolo, há uma dinâmica de equilíbrio espiritual que sustenta e dá sentido à evolução da consciência existencial na eternidade.
O tolo percebe que vários guias espirituais de religiões diferentes estão falando disso, mas sabe que cada um deles se apega estritamente às palavras de suas próprias escrituras como náufragos com medo de serem carregados pela heresia ou pela apostasia.
A cabeça do tolo é incapaz de evitar a integração de todo conhecimento que assimila a tudo que já descobriu, apesar dessa capacidade associativa ser tida como causa de sua doença mental, que pode levar à alienação e, por fim, à demência precoce, mas o tolo prefere não contrariá-los e se submete a todos os seus diagnósticos e tratamentos, por mais ignorantes desta realidade que sejam.
O tolo confessa que acredita nas palavras de um austríaco louco que morreu no cárcere, que considera um cientista de verdade, e na maturidade ética suprema do Cristo, bem como na sabedoria transcendental do jovem ancião chinês e do iluminado tibetano, ainda que isso seja considerado misticismo pelos espíritos que vivem e morrem adormecidos.
Mãe, como sou tolo.
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
terça-feira, 31 de julho de 2018
O Eterno Exercício da Crença
Ás vezes acordo mal, com vontade de cumprimentar as pessoas com um "Bom dia, humanos!", como se eu não fosse ou não me considerasse um deles, algo diferente como um animal selvagem, um monstro ou algo estranho, talvez um alienígena, um forasteiro, alheio às suas rotinas humanas. Apesar de eu me sentir pior que eles, isso soa arrogante de minha parte, talvez porque ser humano não seja assim tão bom quanto se gabam os "filhos do Dono", herdeiros bíblicos deste mundão que Deus Pai lhes garantiu no Gênesis.
Hoje acordei melhor, pensando em cumprimentar as pessoas com um "Olá, outros humanos!", como se eu tivesse abandonado o tal modo da ignorância aversiva ao que sou, e tivesse me igualado à maioria da humanidade no modo das paixões por quem são e pelas coisas que existem neste mundo. Só espero não me apegar demais às sensações agradáveis a ponto de me tornar possessivo, invejoso ou ciumento como algumas pessoas viciadas nesta realidade transitória.
Nesta quarta-feira de cinzas do ano de 2018, tive a experiência do modo da bondade, da boa vontade em relação à existência. Pessoas que costumavam me irritar por seus maus hábitos passaram a me inspirar piedade pelo seu sofrimento autoimposto. A consequência disso foi uma plena paz de espírito, livre de preocupações cansativas, o que garantia tanta disposição e entusiasmo que passei a dormir apenas 4 horas, acordando disposto para os afazeres diários. Sentia o contentamento por estar vivo e ter garantido pelo menos o suficiente para viver bem, apesar de todas as dificuldades. Uma análise clínica talvez me desse o inusitado diagnóstico psicológico de fase maníaca de um transtorno bipolar cuja fase depressiva durou décadas.
Não temos muito o que fazer com nossas emoções, mas descobri que podemos mudar nosso estado de espírito, o que afeta indiretamente nosso ânimo, bastando decidir mudar nosso tipo de crença, por exemplo, de um conjunto de crenças com viés negativo (relativas ao que falta, ao que se perdeu e ao que não existe ainda) para crenças mais positivas (relativas ao que somos capazes, ao que é possível e a assumir desafios). A partir daí, mágoas podem dar lugar a saudades, pileques podem dar lugar ao entusiasmo, desconfianças podem dar lugar à prudência, indignação pode dar lugar à coragem, e preocupações podem dar lugar ao carinho. É como se escolhêssemos amar outra coisa além de nós mesmos, nos apaixonando por um sentido maior do que nossas vidas. Sim, é uma escolha, uma decisão pessoal que pode alterar toda a natureza da realidade para nós, ainda que o mundo material pareça continuar o mesmo de sempre. E apesar de soar como algo simples, precisa ser exercido a cada momento, e está sujeito à nossa opinião sobre as coisas que acontecem conosco, podendo voltar ao que já foi muito facilmente.
Não posso dizer que um modo de crer seja pior ou melhor que os outros, já que ser bem-sucedido quando se espera o pior é como vencer no modo mais difícil, contra todas as dificuldades, porém, se não conhecemos os modos de crer mais otimistas, podemos facilmente sucumbir, desistindo de continuar vivos. Portanto, se precisar ajudar alguém deprimido apesar de tudo de bom que acontece na vida dessa pessoa, elogie o fato dela ter sobrevivido apesar de "jogar (viver a vida) no modo hard". Então você poderá mostrar que há outras formas de encarar a mesma realidade.
Mas quem sou eu para dizer que depressão tem "cura" e não "remédio"?
Hoje acordei melhor, pensando em cumprimentar as pessoas com um "Olá, outros humanos!", como se eu tivesse abandonado o tal modo da ignorância aversiva ao que sou, e tivesse me igualado à maioria da humanidade no modo das paixões por quem são e pelas coisas que existem neste mundo. Só espero não me apegar demais às sensações agradáveis a ponto de me tornar possessivo, invejoso ou ciumento como algumas pessoas viciadas nesta realidade transitória.
Nesta quarta-feira de cinzas do ano de 2018, tive a experiência do modo da bondade, da boa vontade em relação à existência. Pessoas que costumavam me irritar por seus maus hábitos passaram a me inspirar piedade pelo seu sofrimento autoimposto. A consequência disso foi uma plena paz de espírito, livre de preocupações cansativas, o que garantia tanta disposição e entusiasmo que passei a dormir apenas 4 horas, acordando disposto para os afazeres diários. Sentia o contentamento por estar vivo e ter garantido pelo menos o suficiente para viver bem, apesar de todas as dificuldades. Uma análise clínica talvez me desse o inusitado diagnóstico psicológico de fase maníaca de um transtorno bipolar cuja fase depressiva durou décadas.
Não temos muito o que fazer com nossas emoções, mas descobri que podemos mudar nosso estado de espírito, o que afeta indiretamente nosso ânimo, bastando decidir mudar nosso tipo de crença, por exemplo, de um conjunto de crenças com viés negativo (relativas ao que falta, ao que se perdeu e ao que não existe ainda) para crenças mais positivas (relativas ao que somos capazes, ao que é possível e a assumir desafios). A partir daí, mágoas podem dar lugar a saudades, pileques podem dar lugar ao entusiasmo, desconfianças podem dar lugar à prudência, indignação pode dar lugar à coragem, e preocupações podem dar lugar ao carinho. É como se escolhêssemos amar outra coisa além de nós mesmos, nos apaixonando por um sentido maior do que nossas vidas. Sim, é uma escolha, uma decisão pessoal que pode alterar toda a natureza da realidade para nós, ainda que o mundo material pareça continuar o mesmo de sempre. E apesar de soar como algo simples, precisa ser exercido a cada momento, e está sujeito à nossa opinião sobre as coisas que acontecem conosco, podendo voltar ao que já foi muito facilmente.
Não posso dizer que um modo de crer seja pior ou melhor que os outros, já que ser bem-sucedido quando se espera o pior é como vencer no modo mais difícil, contra todas as dificuldades, porém, se não conhecemos os modos de crer mais otimistas, podemos facilmente sucumbir, desistindo de continuar vivos. Portanto, se precisar ajudar alguém deprimido apesar de tudo de bom que acontece na vida dessa pessoa, elogie o fato dela ter sobrevivido apesar de "jogar (viver a vida) no modo hard". Então você poderá mostrar que há outras formas de encarar a mesma realidade.
Mas quem sou eu para dizer que depressão tem "cura" e não "remédio"?
quinta-feira, 26 de julho de 2018
A Ilusão do Autoproprietário
O Liberalismo Econômico clássico se baseia na premissa ética do Direito Natural, de que somos autoproprietários de nossas vidas e que, portanto, temos todo direito à autodefesa razoável de nossas propriedades contra quaisquer agressões (Princípio da Não Agressão e Direito de Autodefesa).
Porém os títulos de "proprietário" ou "dono" de algo nunca serão absolutos, tendo mais a natureza de cargos transitórios ou títulos de nobreza, visto que não temos pleno domínio nem de nossos próprios corpos, sujeitos que estamos às suas involuntariedades fisiológicas internas e à coerção externa por parte dos corpos de outras pessoas e por parte das contingências ambientais.
Tanto é assim que nascemos incapazes e dependentes de cuidadores e precisamos de tutores até adquirirmos autonomia e domínio suficiente para sermos considerados capazes para a vida civil, capacidade esta que pode ser abalada e suspensa facilmente por qualquer reação emocional mais intensa a algum estressor ou pela ingestão de qualquer substância entorpecente, como algumas doses de álcool por exemplo, suficientes para interditar uma pessoa, ainda que transitoriamente.
Melhor seria, então, nos considerarmos (auto-)"arrendatários" ou (auto-)"zeladores", responsáveis por nós mesmos e pelos bens jurídicos que conquistamos ou herdamos e mantemos, com plenos direitos sobre aquilo que zelamos e sujeitos à suspensão, ainda que transitória, desses direitos de autodefesa sobre aquilo que negligenciamos, assim como a Lei natural e eterna do universo retira a saúde dos organismos que não se cuidam, tornando-os obesos ou doentes, e conforme a Lei divina de que nossa existência neste mundo é transitória e de que a vida é uma dádiva cujos frutos devem ser merecidos ou recebidos e cuidados com gratidão.
Sob esta perspectiva, o próprio Direito liberal-econômico de Autodefesa passa a ser um Dever irrenunciável de cada Autozelador, inclusive no sentido de lutar contra pequenas agressões diárias, por parte dos Poderes do Estado e dos Conglomerados Corporativos, com as quais tenha se acostumado e se acomodado de forma conformista.
As comunidades de Autozeladores devem ser capazes de colonizar qualquer mundo como se fossem nativos desta Realidade material, embora imbuídos de espírito sânito e com as almas livres de deficiências afetivas, convivendo em harmonia celestial por meio de dádivas, acordos, negociações e disputas justas.
Porém os títulos de "proprietário" ou "dono" de algo nunca serão absolutos, tendo mais a natureza de cargos transitórios ou títulos de nobreza, visto que não temos pleno domínio nem de nossos próprios corpos, sujeitos que estamos às suas involuntariedades fisiológicas internas e à coerção externa por parte dos corpos de outras pessoas e por parte das contingências ambientais.
Tanto é assim que nascemos incapazes e dependentes de cuidadores e precisamos de tutores até adquirirmos autonomia e domínio suficiente para sermos considerados capazes para a vida civil, capacidade esta que pode ser abalada e suspensa facilmente por qualquer reação emocional mais intensa a algum estressor ou pela ingestão de qualquer substância entorpecente, como algumas doses de álcool por exemplo, suficientes para interditar uma pessoa, ainda que transitoriamente.
Melhor seria, então, nos considerarmos (auto-)"arrendatários" ou (auto-)"zeladores", responsáveis por nós mesmos e pelos bens jurídicos que conquistamos ou herdamos e mantemos, com plenos direitos sobre aquilo que zelamos e sujeitos à suspensão, ainda que transitória, desses direitos de autodefesa sobre aquilo que negligenciamos, assim como a Lei natural e eterna do universo retira a saúde dos organismos que não se cuidam, tornando-os obesos ou doentes, e conforme a Lei divina de que nossa existência neste mundo é transitória e de que a vida é uma dádiva cujos frutos devem ser merecidos ou recebidos e cuidados com gratidão.
Sob esta perspectiva, o próprio Direito liberal-econômico de Autodefesa passa a ser um Dever irrenunciável de cada Autozelador, inclusive no sentido de lutar contra pequenas agressões diárias, por parte dos Poderes do Estado e dos Conglomerados Corporativos, com as quais tenha se acostumado e se acomodado de forma conformista.
As comunidades de Autozeladores devem ser capazes de colonizar qualquer mundo como se fossem nativos desta Realidade material, embora imbuídos de espírito sânito e com as almas livres de deficiências afetivas, convivendo em harmonia celestial por meio de dádivas, acordos, negociações e disputas justas.
sexta-feira, 23 de março de 2018
Edificação da obra divina
Nosso espírito, ao mesmo tempo que é desenvolvido de forma extarordinária pelo organismo físico que o hospeda, também é um colonizador de mundos, um conquistador desta realidade física, como se não pertencesse a esta natureza e ao seu fluxo cósmico, como se obedecesse a uma lógica alienígena à dos nativos desta dimensão existencial.
Por isso mesmo temos esse potencial para nos tornarmos perversos ou divinos, seja em poder material transitório, seja ecoando nossa eternidade em palavras divinas cujo sentido óbvio se perde nas eras com o esquecimento das formas escritas, que também são materiais e, portanto, transitórias.
A edificação da obra do espírito, embora eterna em essência, depende da perpetuação da palavra e de seus sentidos a ressoarem por muitas vidas sem quebra de continuidade.
A verdadeira luta entre o bem e o mal está na coletividade de espíritos sânitos ser capaz de edificar essa obra com a máxima glória que é seu desígnio, enquanto se esforça para que não sofra da degradação natural de tudo que existe na matéria em movimento.
Nossos espíritos são a evolução da alma que sustenta a existência, e apesar de conseguir realizar prodígios sobre os corpos físicos e as razões lógicas por se desvencilharem dessa ordem natural que é a alma, apenas quando dominam a si mesmos em sintonia com a palavra eterna da alma cósmica parecem capazes de superar os aparentes limites naturais e bestiais manifestando o verdadeiro bem além das aparências e da razão.
Irmãos em espírito, saibam que o desamparo neste mundo é aparente, e que a vida plena do sentido cósmico é boa vontade, ânimo inabalável, maior que qualquer força de vontade em conflito consigo mesma. Descubram "quem" é "Deus", amem a autoridade que é sânita em sua conduta, e vivam na paz de espírito edificando sua obra, sem que este mundo acidental os perturbe. Quem somos nós para desafiar a verdade.
Por isso mesmo temos esse potencial para nos tornarmos perversos ou divinos, seja em poder material transitório, seja ecoando nossa eternidade em palavras divinas cujo sentido óbvio se perde nas eras com o esquecimento das formas escritas, que também são materiais e, portanto, transitórias.
A edificação da obra do espírito, embora eterna em essência, depende da perpetuação da palavra e de seus sentidos a ressoarem por muitas vidas sem quebra de continuidade.
A verdadeira luta entre o bem e o mal está na coletividade de espíritos sânitos ser capaz de edificar essa obra com a máxima glória que é seu desígnio, enquanto se esforça para que não sofra da degradação natural de tudo que existe na matéria em movimento.
Nossos espíritos são a evolução da alma que sustenta a existência, e apesar de conseguir realizar prodígios sobre os corpos físicos e as razões lógicas por se desvencilharem dessa ordem natural que é a alma, apenas quando dominam a si mesmos em sintonia com a palavra eterna da alma cósmica parecem capazes de superar os aparentes limites naturais e bestiais manifestando o verdadeiro bem além das aparências e da razão.
Irmãos em espírito, saibam que o desamparo neste mundo é aparente, e que a vida plena do sentido cósmico é boa vontade, ânimo inabalável, maior que qualquer força de vontade em conflito consigo mesma. Descubram "quem" é "Deus", amem a autoridade que é sânita em sua conduta, e vivam na paz de espírito edificando sua obra, sem que este mundo acidental os perturbe. Quem somos nós para desafiar a verdade.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Lidando melhor com o tempo
O tempo, medido em segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos, é uma grandeza inversamente proporcional, ou seja, quanto menos tempo, mais rápido as coisas acontecem, e quanto mais tempo, maior a demora.
O tempo então é usado para medir períodos e prazos, os quais temos dificuldade de conceber, e nos causa mal-estar saber quanto tempo "perdemos" e quanto tempo ainda nos "resta", sem que possamos fazer nada a respeito de sua passagem.
Já o inverso do tempo é a frequência, medida em Hz, que seria quantas vezes por segundo algo ocorre, uma medida que nos seria bem mais palpável e proveitosa para aproveitarmos nosso tempo.
É claro que não medimos a frequência de nossas atividades em períodos tão curtos como um segundo, normalmente pensamos em quantas vezes por semana realizamos uma atividade ou quantas vezes por ano algo costuma acontecer.
Cada vez por ano equivaleria à soma de aproximadamente 31,69 nHz (nanoHertz) à frequência de uma atividade ou acontecimento. Uma prática diária daria um total de 11,56 microHertz, ou seja, uma escala mil vezes maior de frequência. Talvez a melhor unidade de medida para a frequência das atividades humanas seja 1 vez/ano equivalente a aproximadamente 31,69 nHz.
É uma medida de dedicação, pois sabemos que a frequência suficiente é importante para nosso aprendizado, ou para qualquer treinamento físico ou dieta nutricional, bem como para aquisição de bons hábitos (seria necessária uma frequência inicial anual de 665,49 nHz para adquirir um hábito, de acordo com o livro "O Poder do Hábito").
Frequência também é a medida de assiduidade nas instituições de ensino e no trabalho, bem como uma medida do entusiasmo de alguém por um passatempo amador.
Sugiro então que, quando for planejar um projeto, em vez de se perguntar quanto tempo levará para ser concluído, tente pensar em termos de "em que frequência vou me dedicar a isso" e veja o que precisa ser feito em vez de quanto falta para alcançar o resultado.
A frequência de eventos também serviria como uma medida estatística, pois um governo poderia tentar reduzir a frequência anual de mortes violentas ou acidentais de sua população, ou uma empresa ou cooperativa poderia comparar sua produtividade com a frequência disponível de mão-de-obra contratada durante os períodos de expediente, talvez até remunerando por frequência de atividade em vez de jornada de trabalho, o que daria margem à flexibilidade de horário.
O relógio e o calendário continuam sendo úteis para marcar compromissos e datas históricas, mas não mais a duração de períodos, pois é mais importante agir do que esperar ou reclamar da demora ou do tempo perdido.
O tempo então é usado para medir períodos e prazos, os quais temos dificuldade de conceber, e nos causa mal-estar saber quanto tempo "perdemos" e quanto tempo ainda nos "resta", sem que possamos fazer nada a respeito de sua passagem.
Já o inverso do tempo é a frequência, medida em Hz, que seria quantas vezes por segundo algo ocorre, uma medida que nos seria bem mais palpável e proveitosa para aproveitarmos nosso tempo.
É claro que não medimos a frequência de nossas atividades em períodos tão curtos como um segundo, normalmente pensamos em quantas vezes por semana realizamos uma atividade ou quantas vezes por ano algo costuma acontecer.
Cada vez por ano equivaleria à soma de aproximadamente 31,69 nHz (nanoHertz) à frequência de uma atividade ou acontecimento. Uma prática diária daria um total de 11,56 microHertz, ou seja, uma escala mil vezes maior de frequência. Talvez a melhor unidade de medida para a frequência das atividades humanas seja 1 vez/ano equivalente a aproximadamente 31,69 nHz.
É uma medida de dedicação, pois sabemos que a frequência suficiente é importante para nosso aprendizado, ou para qualquer treinamento físico ou dieta nutricional, bem como para aquisição de bons hábitos (seria necessária uma frequência inicial anual de 665,49 nHz para adquirir um hábito, de acordo com o livro "O Poder do Hábito").
Frequência também é a medida de assiduidade nas instituições de ensino e no trabalho, bem como uma medida do entusiasmo de alguém por um passatempo amador.
Sugiro então que, quando for planejar um projeto, em vez de se perguntar quanto tempo levará para ser concluído, tente pensar em termos de "em que frequência vou me dedicar a isso" e veja o que precisa ser feito em vez de quanto falta para alcançar o resultado.
A frequência de eventos também serviria como uma medida estatística, pois um governo poderia tentar reduzir a frequência anual de mortes violentas ou acidentais de sua população, ou uma empresa ou cooperativa poderia comparar sua produtividade com a frequência disponível de mão-de-obra contratada durante os períodos de expediente, talvez até remunerando por frequência de atividade em vez de jornada de trabalho, o que daria margem à flexibilidade de horário.
O relógio e o calendário continuam sendo úteis para marcar compromissos e datas históricas, mas não mais a duração de períodos, pois é mais importante agir do que esperar ou reclamar da demora ou do tempo perdido.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Algumas coisas que descobri sobre a metafísica desta Realidade
Quando concebi a ideia de que psicônomos a gerenciarem as mentalidades das pessoas, aplicando conhecimentos científicos das diversas linhas de psicologia conjugados a mitos que fizessem sentido às vidas das pessoas e a filosofias de vida que lhes dessem um propósito existencial, como uma nova versão dos sacerdotes religiosos - como os "coaches", por exemplo - , acabei me esquecendo que o mundo físico e suas leis materiais não são suficientes para explicarem conclusivamente nem o fenômeno da vida, nem o da consciência.
Por mais que nossos corpos orgânicos sejam o suporte para a manifestação de nossas mentes e influenciem nossos pensamentos, o simples fato de existirem pessoas que são capazes de sobrepujar seus instintos por decisões conscientes ou por estados alterados de consciência, indicam uma independência entre a consciência e a matéria que a abriga.
Seria o caso de tornar os psicônomos também "mediadores metafísicos" assim como os pregadores, reverendos, sacerdotes, médiuns, xamãs, benzedeiras, pajés, etc. Mediadores entre a vida material (tanto a pessoal quanto a pública) e a vida espiritual (da presença de espírito, da consciência própria, da mente tanto intelectual quanto emocional).
É possível perceber que as filosofias de vida mais exclusivamente materialistas e antimetafísicas (por exemplo, as niilistas, as existencialistas, as ateístas e as ideologias antiteístas como o comunismo) acabam sempre considerando a realidade material absurda e incapaz de conferir sentido existencial a si mesma. E todas elas levantam a hipótese do suicídio como solução a essa conclusão, ou de viver uma vida sem sentido, pois consideram TODA a espiritualidade humana como uma espécie de fuga para evitar enfrentar um mundo real que consideram absurdo e sem sentido. Pela lógica, "santidade" ou "fé" para eles deve ser coisa de otário ou de covarde.
Ao mesmo tempo, nas livrarias do mundo ocidental, publica-se cada vez mais livros sobre a "atenção plena" e seus benefícios para a saúde mental e até física, cheia de comprovações neurológicas (a tal "neurociência"), com todo cuidado para evitar chamá-la de meditação e para diferenciá-la do que sempre foi uma prática religiosa, ainda que recorram a comparações com o budismo por ser uma religião sem devoção a deuses, esquecendo de dizer que o budismo veio do hinduísmo, que também medita, mas cujo monoteísmo cultua milhares de divindades.
O que tenho descoberto é que as civilizações humanas sempre levantaram hipóteses sobre a consciência e buscaram comprová-las da melhor forma possível, chegando inclusive a desenvolver "tecnologias da consciência" que, sob o atual paradigma cientificista (exclusivamente materialista e antimetafísico) que só considera os estímulos sensoriais mensuráveis e suas conclusões lógicas como fontes de conhecimento e que considera TODO testemunho pessoal como indigno de confiança, sempre serão consideradas pseudocientíficas, não merecendo nem mesmo pesquisas que tentem refutá-las, ainda que cada vez mais pessoas as comprovem por experiência própria e passem então a duvidar de suas sanidades devido ao discurso hegemônico da "ciência médica psiquiátrica".
Há uma guerra pelas almas ("psiquês") vivas sendo travada por psicônomos de diferentes facções (ideológicas, religiosas, científicas "neutras"). Há armas psicológicas (midiáticas, culturais, comportamentais), químicas (remédios psiquiátricos, dietas psicoativas, intoxicação voluntária), físicas (arquitetônicas, vestuário, máquinas). A humanidade se torna artificial (antinatureza), perversa e se desintegra, cada vez mais inconsciente de seu potencial divino e incapacitada de concretizar um paraíso terrestre. O FUTURO NOS É PROIBIDO (a não ser que vençamos nossas reações destrutivas e o inferno em que vivemos em cativeiro).
Por mais que nossos corpos orgânicos sejam o suporte para a manifestação de nossas mentes e influenciem nossos pensamentos, o simples fato de existirem pessoas que são capazes de sobrepujar seus instintos por decisões conscientes ou por estados alterados de consciência, indicam uma independência entre a consciência e a matéria que a abriga.
Seria o caso de tornar os psicônomos também "mediadores metafísicos" assim como os pregadores, reverendos, sacerdotes, médiuns, xamãs, benzedeiras, pajés, etc. Mediadores entre a vida material (tanto a pessoal quanto a pública) e a vida espiritual (da presença de espírito, da consciência própria, da mente tanto intelectual quanto emocional).
É possível perceber que as filosofias de vida mais exclusivamente materialistas e antimetafísicas (por exemplo, as niilistas, as existencialistas, as ateístas e as ideologias antiteístas como o comunismo) acabam sempre considerando a realidade material absurda e incapaz de conferir sentido existencial a si mesma. E todas elas levantam a hipótese do suicídio como solução a essa conclusão, ou de viver uma vida sem sentido, pois consideram TODA a espiritualidade humana como uma espécie de fuga para evitar enfrentar um mundo real que consideram absurdo e sem sentido. Pela lógica, "santidade" ou "fé" para eles deve ser coisa de otário ou de covarde.
Ao mesmo tempo, nas livrarias do mundo ocidental, publica-se cada vez mais livros sobre a "atenção plena" e seus benefícios para a saúde mental e até física, cheia de comprovações neurológicas (a tal "neurociência"), com todo cuidado para evitar chamá-la de meditação e para diferenciá-la do que sempre foi uma prática religiosa, ainda que recorram a comparações com o budismo por ser uma religião sem devoção a deuses, esquecendo de dizer que o budismo veio do hinduísmo, que também medita, mas cujo monoteísmo cultua milhares de divindades.
O que tenho descoberto é que as civilizações humanas sempre levantaram hipóteses sobre a consciência e buscaram comprová-las da melhor forma possível, chegando inclusive a desenvolver "tecnologias da consciência" que, sob o atual paradigma cientificista (exclusivamente materialista e antimetafísico) que só considera os estímulos sensoriais mensuráveis e suas conclusões lógicas como fontes de conhecimento e que considera TODO testemunho pessoal como indigno de confiança, sempre serão consideradas pseudocientíficas, não merecendo nem mesmo pesquisas que tentem refutá-las, ainda que cada vez mais pessoas as comprovem por experiência própria e passem então a duvidar de suas sanidades devido ao discurso hegemônico da "ciência médica psiquiátrica".
Há uma guerra pelas almas ("psiquês") vivas sendo travada por psicônomos de diferentes facções (ideológicas, religiosas, científicas "neutras"). Há armas psicológicas (midiáticas, culturais, comportamentais), químicas (remédios psiquiátricos, dietas psicoativas, intoxicação voluntária), físicas (arquitetônicas, vestuário, máquinas). A humanidade se torna artificial (antinatureza), perversa e se desintegra, cada vez mais inconsciente de seu potencial divino e incapacitada de concretizar um paraíso terrestre. O FUTURO NOS É PROIBIDO (a não ser que vençamos nossas reações destrutivas e o inferno em que vivemos em cativeiro).
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Quando os bancos perderem o sentido
Usar valores em dinheiro em troca de mercadorias e serviços é muito melhor que ter que negociar usando apenas mercadorias que você possua ou serviços que você possa prestar. E ganhar acesso a descontos ou benefícios exclusivos por ser um cliente fiel a uma marca ou cartão de crédito já é um passo além das meras transações com dinheiro eletrônico disponível ou emprestado a juros. Porém a humanidade já reúne condições para avançar para além do sistema monetário, prescindindo do dinheiro e dos bancos para assumir o uso exclusivo do Capital Prerrogativo.
Imagine um mundo em que o acesso de todas as pessoas ao mínimo necessário para suas sobrevivências seja garantido "gratuitamente" em troca da privacidade de seus dados pessoais de consumo e cheios de anúncios (principalmente de práticas em favor de alguma marca, de serviços a serem feitos e das incríveis recompensas por aderir a algum desses contratos). Nesse mundo, muita gente poderia escolher viver sem trabalhar, dormindo em alojamentos comunitários, tomando banhos cronometrados em vestiários públicos, comendo à vontade alimentos industrializados ou rejeitados nas feiras, usando o transporte público, e assistindo à programação dos canais abertos nas telas de algum auditório ou acessando vídeos e outros conteúdos em quiosques digitais.
Porém, é muito provável que boa parte das pessoas preferisse acumular pontos e conquistas ao participar de cursos ou aceitar tarefas, para poder carregar suas próprias telas no bolso das roupas sem estampas de propaganda que elas mesmas escolheram. E com um pouco mais de sacrifício poderiam ter acesso permanente, sem necessidade mensal de juntar e pagar um aluguel, a uma cabine reservada para fazer o que quiser sem nenhuma câmera de vigilância publicando sua vida na rede. Talvez até conquistarem o direito de pegarem emprestado veículos comunitários e dirigí-los para onde quiserem. Também poderiam querer ter seus próprios armários refrigerados com tranca biométrica para acumularem suas doses únicas diárias de bebida alcoólica (distribuídas como remédio preventivo de doenças cardiácas a ser tomado durante uma refeição) e poder tomar um porre ou fazer uma festinha de vez em quando.
É claro que a qualquer infração cometida pelo sujeito e comprovada pela vigilância ou pelo monitoramento de seus registros de acesso biométricos, ele poderia perder alguns de seus acessos conquistados, podendo recuperá-los com algum esforço. E no caso de crimes graves, poderia até perder o acesso a clubes e condomínios e ter sua vigilância e monitoramento reforçados (com tornozeleiras e restrições de acesso), podendo recuperar suas liberdades ao participar de reuniões de aconselhamento, aulas de cidadania ou pela prestação de serviços comunitários (como embelezamento urbano e campanhas cidadãs).
Haveria também um sistema de transferência coletiva de pontos ou conquistas para apoiar projetos pessoais divulgados em redes sociais, além do apoio de voluntários em tarefas programadas pelo autor do projeto para sua realização. A transferência coletiva também poderia servir para premiar periodicamente os responsáveis pelo melhor serviço público à comunidade (por exemplo, a praça mais bem cuidada ou o motorista mais gentil).
Por enquanto é essa a utopia viável, apesar de ainda faltar definir quem programaria o "código aberto" dessas cidades-empresas, e quem regularia as falhas de mercado (monopólios naturais, etc), embora uma possível proposta política seja a de atomizar os três poderes (legislativo, judiciário e executivo) nas mãos de todos os cidadãos. E o que fazer com o monopólio estatal sobre a violência (e a "guerra justa")? No fim das contas a Revolução Prerrogativa seria a união da Economia com o Direito, e a unidade de valor passaria a ser o merecimento conquistado (com pitadas de Gamification).
Imagine um mundo em que o acesso de todas as pessoas ao mínimo necessário para suas sobrevivências seja garantido "gratuitamente" em troca da privacidade de seus dados pessoais de consumo e cheios de anúncios (principalmente de práticas em favor de alguma marca, de serviços a serem feitos e das incríveis recompensas por aderir a algum desses contratos). Nesse mundo, muita gente poderia escolher viver sem trabalhar, dormindo em alojamentos comunitários, tomando banhos cronometrados em vestiários públicos, comendo à vontade alimentos industrializados ou rejeitados nas feiras, usando o transporte público, e assistindo à programação dos canais abertos nas telas de algum auditório ou acessando vídeos e outros conteúdos em quiosques digitais.
Porém, é muito provável que boa parte das pessoas preferisse acumular pontos e conquistas ao participar de cursos ou aceitar tarefas, para poder carregar suas próprias telas no bolso das roupas sem estampas de propaganda que elas mesmas escolheram. E com um pouco mais de sacrifício poderiam ter acesso permanente, sem necessidade mensal de juntar e pagar um aluguel, a uma cabine reservada para fazer o que quiser sem nenhuma câmera de vigilância publicando sua vida na rede. Talvez até conquistarem o direito de pegarem emprestado veículos comunitários e dirigí-los para onde quiserem. Também poderiam querer ter seus próprios armários refrigerados com tranca biométrica para acumularem suas doses únicas diárias de bebida alcoólica (distribuídas como remédio preventivo de doenças cardiácas a ser tomado durante uma refeição) e poder tomar um porre ou fazer uma festinha de vez em quando.
É claro que a qualquer infração cometida pelo sujeito e comprovada pela vigilância ou pelo monitoramento de seus registros de acesso biométricos, ele poderia perder alguns de seus acessos conquistados, podendo recuperá-los com algum esforço. E no caso de crimes graves, poderia até perder o acesso a clubes e condomínios e ter sua vigilância e monitoramento reforçados (com tornozeleiras e restrições de acesso), podendo recuperar suas liberdades ao participar de reuniões de aconselhamento, aulas de cidadania ou pela prestação de serviços comunitários (como embelezamento urbano e campanhas cidadãs).
Haveria também um sistema de transferência coletiva de pontos ou conquistas para apoiar projetos pessoais divulgados em redes sociais, além do apoio de voluntários em tarefas programadas pelo autor do projeto para sua realização. A transferência coletiva também poderia servir para premiar periodicamente os responsáveis pelo melhor serviço público à comunidade (por exemplo, a praça mais bem cuidada ou o motorista mais gentil).
Por enquanto é essa a utopia viável, apesar de ainda faltar definir quem programaria o "código aberto" dessas cidades-empresas, e quem regularia as falhas de mercado (monopólios naturais, etc), embora uma possível proposta política seja a de atomizar os três poderes (legislativo, judiciário e executivo) nas mãos de todos os cidadãos. E o que fazer com o monopólio estatal sobre a violência (e a "guerra justa")? No fim das contas a Revolução Prerrogativa seria a união da Economia com o Direito, e a unidade de valor passaria a ser o merecimento conquistado (com pitadas de Gamification).
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